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Alterações à lei laboral: Governo convoca UGT para reunião na próxima terça-feira

Um dia depois da greve geral, o Governo chama uma das plataformas sindicais que organizou o protesto para "prosseguir as negociações".

Alterações à lei laboral: Governo convoca UGT para reunião na próxima terça-feira
TIAGO PETINGA

A ministra do Trabalho convocou esta sexta-feira a UGT para uma reunião na próxima terça-feira, tendo em vista continuar as negociações sobre o anteprojeto do Governo de reforma da legislação laboral.

"Apesar da realização da greve geral que interrompeu o processo negocial que estava em curso, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social convocou hoje, um dia a seguir à greve geral, a UGT para uma reunião na próxima terça-feira, às 17h, para prosseguir as negociações", revela a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, citada na nota do ministério enviada à Lusa.

A convocatória surge um dia depois da greve geral convocada pela CGTP e UGT contra as alterações à lei laboral propostas pelo Governo e que estão a ser discutidas em concertação social.

A UGT já se mostrou disponível para chegar a um acordo sobre a proposta de alteração à lei laboral, mas disse duvidar da intenção do Executivo em chegar a um consenso.

A próxima reunião de concertação social, que junta Governo, sindicatos e patrões, está marcada para 14 de janeiro, dias antes daseleições presidenciais.

O secretário-geral da CGTP afirmou na quinta-feira que a paralisação foi "uma das maiores greves gerais de sempre, se não mesmo a maior greve geral de sempre", tendo contado com a adesão de "mais de três milhões de trabalhadores".

"Estamos perante uma impressionante resposta do mundo do trabalho. Não à volta a dar, não há margem de manobra que deixe qualquer espaço para outra conclusão", disse ainda Tiago Oliveira, citado em comunicado, reiterando o apelo para que o Governo retire o pacote laboral da discussão.

Já do lado do Governo, numa declaração ao final da manhã de quinta-feira, o ministro da Presidência, Leitão Amaro, afirmou que "a esmagadora maioria do país está a trabalhar", argumentando que as transações financeiras na SIBS estavam "com uma redução de 7% face ao período normal" e que "o trânsito nas pontes do sul para Lisboa" estava a cair 5% .

Realçando que o Governo respeita o direito à greve, António Leitão Amaro considerou ainda que o nível de adesão "é inexpressivo, em particular no setor privado e social".

Com Lusa.