Ficou em prisão preventiva o advogado Paulo Topa, suspeito de liderar uma rede que terá desviado 10 milhões em insolvências manipuladas. Foi detido quatro dias depois da Investigação SIC ter revelado as suspeitas de que criava empresas de fachada.
Paulo Topa foi presente ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto esta terça-feira, prestou declarações e o advogado fez as respetivas alegações. A juíza decidiu aplicar a medida mais gravosa em sentido contrário aquilo que vinha a acontecer no passado. Entretanto, o advogado já foi levado para as instalações da cadeia anexa à Polícia Judiciária do Porto, onde permanecerá.
À saída do tribunal, o advogado anunciou o recurso que diz que vai apresentar e alegou não perceber decisão da juíza de instrução criminal que optou pela medida a mais gravosa.
Paulo Topa foi detido no domingo, pela terceira vez em menos de um ano, quando regressava de Casablanca. A detenção ocorreu quatro dias após a SIC ter emitido uma investigação onde revelava que o advogado criava empresas de fachada.
O advogado é suspeito de ter desviado mais de 10 milhões de euros de empresários em falência, estando imputado de crimes como corrupção passiva, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.
As autoridades acreditam que criava créditos falsos, falsificava documentos e aliciava pessoas vulneráveis, incluindo um sem-abrigo, para se apresentarem como credores de empresas falidas ou em dificuldades financeiras.
Na sequência da investigação da SIC, o Ministério Público recebeu documentação que poderá indiciar um plano de fuga para o Brasil, onde Paulo Topa tem negócios e família.
A mesma reportagem é citada várias vezes no despacho de indiciamento do MP.
