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Ministra da Saúde admite crise nas urgências e desmente bastonário sobre planos de contingência

A ministra da Saúde admite que a situação nas urgências é muito crítica. Ana Paula Martins lembra que Portugal está a atingir o pico da gripe e desmente o bastonário da Ordem dos Médicos, que afirmou que os planos de contingência dos hospitais existem apenas no papel.

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A acusação do bastonário da Ordem dos Médicos, feita na manhã desta segunda-feira, recebeu resposta da tutela por volta da hora de almoço. Significa isso que não há cirurgia adicional e que estão apenas a tratar de operações urgentes e dos casos de oncologia.

Mesmo assim, os tempos de espera nas urgências dos hospitais continuam elevados.

Por exemplo, na tarde de segunda-feira, no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, um doente com pulseira amarela, urgente, esperava em média mais de quatro horas e meia para a primeira observação, quando o recomendado é que não espere mais de uma hora.

No Amadora-Sintra, onde na semana do Natal foi preciso esperar mais de 20 horas, há um problema técnico e não é possível saber a situação exata. Como tem sido recorrente, a situação é pior em Lisboa e Vale do Tejo, e não se esperam melhorias para já.

Portugal deve estar prestes a atingir o pico da gripe. Mas os problemas continuam nas urgências de obstetrícia. Terça-feira começa com as de Portimão e Barreiro encerradas.