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Hospital de Viseu sem ressonâncias magnéticas por falta de visto do Tribunal de Contas

Nos últimos meses, têm sido adiadas consultas e exames no Hospital de Viseu por causa das avarias do único aparelho de ressonância magnética. A administração está à espera da autorização do Tribunal de Contas para comprar novos aparelhos.

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Ao longo dos últimos meses, um aparelho obsoleto que regista várias avarias tem obrigado o Hospital de Viseu a desmarcar consultas de muitas especialidades e a recorrer aos privados para garantir a realização de exames considerados mais urgentes.

As ressonâncias magnéticas são feitas em apenas um aparelho, tem 10 anos e funciona de forma condicionada, devido à idade avançada e ao desgaste a que é sujeito.

A Unidade Local de Saúde de Viseu Dão-Lafões (ULSVDL) confirma a necessidade de intervenções de manutenção feitas pelo fabricante, mas não avança quantas consultas foram adiadas.

Ainda assim, garante que estabeleceu acordos com hospitais privados para tentar dar resposta aos casos considerados mais urgentes.

Admite também que o serviço de imagiologia dentro do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) apresentou candidaturas para comprar uma Ressonância Magnética (RM), mas também um TAC e um angiógrafo. Investimento esse que é superior 4,5 milhões de euros.

As candidaturas foram aceites, mas o processo de aquisição está agora pendente do visto do Tribunal de Contas. Enquanto isso, continuam a ser adiadas consultas de várias especialidades, visto que os médicos não voltam a ver os doentes estando em falta exames complementares de diagnóstico.

A ULS não pode prever quando será desbloqueado o contrato de aquisição dos novos aparelhos, mas garante que depois de haver uma nova ressonância magnética, o atual aparelho será requalificado e o Hospital de Viseu passará a ter maior capacidade.

Até lá continuarão a ser reagendadas consultas e adiados tratamentos sempre que o aparelho precisar de nova manutenção.