Depois de Luís Montenegro ter anunciado que vai avançar com uma "queixa" contra a página "Volksvargas" por causa de uma "falsa publicação do Presidente dos Estados Unidos da América", o responsável pela conta lançou um comunicado, em que dá conta do caráter satírico da publicação.
No esclarecimento, publicado nas redes sociais, o autor diz que a página "Volksvargas" é conhecida por memes políticos, defendendo que a publicação em causa se trata de um "texto fictício atribuído ao primeiro-ministro", "escrito de modo a não deixar margem para dúvida de que se trata de uma sátira".
"O texto fictício atribuído ao primeiro-ministro foi escrito de modo a não deixar margem para dúvida de que se trata de uma sátira, incluindo expressões como "supreme leader" e "great architect of our modern times", e admitindo "sovereign access to our Azores islands", explica o responsável.
A "imagem satírica", argumenta, "surge na sequência de publicações similares sobre outros líderes mundiais e mensagens a Donald Trump". O Governo entende, no entanto, que o conteúdo se trata de desinformação e sublinha a importância de verificar a credibilidade das fontes nas redes sociais.
Em causa está a seguinte publicação:
O gestor da página "Volksvargas" refere, por sua vez, que "não deixa de ser sintomático e lamentável que o Governo não se preocupe com a desinformação propagada pelo Chega", "mas procure intimidar uma página satírica ao ponto de querer processar o seu autor".
Recorde-se que Donald Trump divulgou, na quarta-feira, através da Truth Social, mensagens privadas enviadas pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
O líder norte-americano publicou uma captura de ecrã com uma mensagem enviada pelo homólogo francês, em que este admite estar alinhado com Trump em relação à Síria, enquanto confessa não entender o que os EUA estão a fazer no que diz respeito à Gronelândia. A mensagem foi enviada no dia 19 de janeiro.
O líder da NATO, por sua vez, elogiou as conquistas do norte-americano na Síria, acrescentando que usaria as declarações aos meios de comunicação social para destacar o "trabalho" de Trump no território sírio, em Gaza e na Ucrânia. No final da mensagem, Mark Rutte falou sobre a Gronelândia:
"Estou comprometido em encontrar um caminho a seguir em relação à Groenlândia. Mal posso esperar para vê-lo", pode ler-se.

