É mais um alerta para o isolamento social dos idosos, sobretudo nos grandes centros urbanos: o esqueleto de uma mulher de 73 anos, que vivia sozinha, foi encontrado em casa, no Porto, após um alerta da médica de família. A idosa estaria morta há cerca de dois anos, sem que os vizinhos ou as autoridades tenham dado pela ausência.
Nos últimos dois anos, a ausência não causou estranheza. Quem vivia parede meias com Fernanda habituou-se ao silêncio.
Tinha 73 anos e vivia sozinha num apartamento no Bairro de São Roque da Lameira, no Porto.
Era de poucas conversas e de poucas saídas e raramente abria as janelas ou a porta.
Quem ali vive assumiu que estivesse hospitalizada e o cheiro que foi sentido durante alguns dias também não alarmou porque a idosa era acumuladora.
Os avisos de despejo continuaram a ser afixados, mas nunca tiveram resposta.
Após o alerta da médica de família, que estranhou a ausência prolongada da utente no Centro de Saúde de Campanhã, as autoridades foram ao local.
A investigação prossegue para apurar há quanto tempo ocorreu a morte e em que circunstâncias.
Este é mais um caso que volta a levantar o alerta para o isolamento dos idosos e para a importância da proximidade, sobretudo nas grandes cidades cada vez mais envelhecidas.
