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Falta de medicamentos para esquizofrenia e depressão obriga doentes a procurar alternativas

O Infarmed prevê que o fornecimento seja regularizado entre fevereiro e junho.

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Filipe Durães tem 54 anos. Vive com esquizofrenia e depressão há três décadas. Desde o diagnóstico que toma o mesmo medicamento, a quetiapina de libertação prolongada. Nas últimas semanas, o fármaco desapareceu das farmácias portuguesas.

O Infarmed confirmou a rutura de todas as marcas e genéricos do medicamento e explicou que houve um problema na unidade fabril na Grécia. Ainda assim, está prevista a normalização do fornecimento entre fevereiro e junho.

Enquanto isso, os doentes que dependem da quetiapina de libertação prolongada continuam sem acesso ao tratamento habitual, o que tem obrigado a ajustes terapêuticos, como é o caso da aplicação de quetiapina com a mesma dosagem, mas com efeitos imediatos.

Alguns optam por comprar o medicamento no estrangeiro, com custos acrescidos. Foi o que aconteceu com Filipe Durães, o pai que sempre acompanhou os tratamentos do filho recorreu a um amigo para que trouxesse as caixas de Espanha. O custo de duas caixas de quetiapina de libertação prolongada foi de 145 euros, em Portugal custariam apenas 14.