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PJ e GNR detêm 38 pessoas em operação da Interpol contra tráfico humano

Em Portugal, as autoridades controlaram mais de 32 mil passageiros em aeroportos, portos e fronteiras, fiscalizaram 50 residências e identificaram casas de exploração sexual. A operação, que decorreu em 119 países, resultou globalmente em milhares de detenções.

PJ e GNR detêm 38 pessoas em operação da Interpol contra tráfico humano
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A Polícia Judiciária (PJ) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) detiveram 38 pessoas no âmbito de uma operação da Interpol de combate ao tráfico de pessoas.

Durante a Operação Liberterra III, que decorreu entre 10 e 21 de novembro, a PJ e a GNR controlaram 32.675 passageiros em ações e aeroportos, portos marítimos e fronteiras terrestres, avançou o Sistema de Segurança Interna (SSI).

Em comunicado enviado esta terça-feira, a PJ adiantou que, através da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT), fez operações de fiscalização em 50 moradas que levaram à identificação de 120 pessoas.

A PJ destacou ainda uma operação feita na zona de Sobral de Monte Agraço, onde foram identificadas três casas ligadas à exploração sexual e 30 pessoas.

Já a GNR, através da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras, fiscalizou 11.257 pessoas e encontrou 34 migrantes em situação irregular. Em comunicado enviado às redações, a GNR avançou ainda que foram feitas 11 detenções por entrada e permanência ilegal em território nacional.

Operação Liberterra III decorreu em 119 países

Além de Portugal, a Operação Liberterra III decorreu em 119 países, entre 10 e 21 de novembro, e, no total, foram detidos 3.744 suspeitos de tráfico de pessoas, sinalizadas 1800 vítimas de tráfico de seres humanos e 12.992 imigrantes irregulares.

De acordo com a informação avançada pela Interpol, foram abertas mais de 720 investigações, sendo que muitas delas estão ainda a decorrer.

"O tráfico de pessoas e o tráfico de migrantes continuam ligados a crimes como fraude documental, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas", referiu a Interpol, acrescentando que, ainda que a exploração sexual continue a existir, o trabalho forçado e a criminalidade forçada estão a aumentar.

Em Mianmar, por exemplo, as autoridades encontraram 450 trabalhadores num complexo, sendo potenciais vítimas de tráfico de pessoas, em El Salvador foi registada a venda de uma criança a um homem de 73 anos e, em Moçambique, um rapaz de oito anos foi sequestrado para remoção de órgãos.