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Corpo de banqueiro encontrado morto em Moçambique submetido a autópsia em Portugal

Depois de ter sido feita uma autópsia em Moçambique, foi realizada esta quinta-feira uma segunda autópsia, já em Portugal. A morte do banqueiro português continua a levantar dúvidas.

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A segunda autópsia ao banqueiro português encontrado morto em Moçambique foi realizada na manhã desta quinta-feira no Instituto de Medicina Legal do Porto.

Uma equipa enviada por Portugal com vários elementos da Polícia Judiciária e do Instituto de Medicina Legal esteve em Moçambique para acompanhar as investigações da morte do administrador do Banco BCI.

Nesta altura já regressaram e apenas um elemento da PJ ficou na capital moçambicana.

Homicídio ou suicídio? Morte gera dúvidas

Com 56 anos, era administrador do banco BCI, o maior de Moçambique, com capitais do grupo português Caixa Geral de Depósitos e do BPI.

Foi encontrado no início da semana passada com vários cortes nas mãos, feridas no pescoço, numa coxa, no coração e nas costas, na casa de banho do Polana, o famoso hotel de luxo em Maputo, Moçambique.

Numa conferência de imprensa, o SERNIC, entidade equivalente à PJ, apresentou as conclusões da rápida investigação. Divulgou imagens captadas por câmaras de videovigilância, onde é possível ver o português numa loja a comprar duas facas, que as autoridades acreditam terem sido utilizadas pelo próprio para os cortes, e veneno para ratos.

Depois do pagamento, seguiu viagem até ao hotel.

Reunidas as várias peças, as imagens, o relatório médico-legal e as provas encontradas no local, o serviço de investigação criminal decidiu encerrar o caso.

Pedro Ferraz Correia era casado e tinha duas filhas.