Samuel aterrou, quinta-feira, em Lisboa proveniente de São Tomé. Devido aos problemas de saúde que tem, veio para Portugal para ter uma consulta especializada, mas foi-lhe atribuído um visto de turismo.
E, à chegada, foi-lhe requisitado o termo de responsabilidade obrigatório e exigida a marcação da consulta.
A família entregou os documentos, mas foi-lhes pedido que arranjassem um advogado, que entrou em contacto com o jovem de 23 anos. Disse-lhe que ia tentar resolver a situação na manhã seguinte.
Mais tarde, a PSP terá entrado na sala onde Samuel se encontrava, e ter-lhe-á dito que ia ser colocado num avião de volta à terra natal.
De acordo com a polícia, o jovem ter-se-á tornado violento e teve de ser imobilizado. Já Samuel, disse que foi quando se tentou justificar que terá sido agredido.
Foi levado para o hospital de São José, onde recuperou os sentidos e fez alguns exames.
A SIC sabe que as alegações de Samuel de que terá sido agredido pela PSP no aeroporto constam do relatório médico, bem como a recusa de um agente de o manter no hospital para que pudesse fazer uma ecografia.
À família, Samuel enviou fotografias que mostram as marcas com que ficou no corpo.
Já de regresso ao aeroporto, enviou uma mensagem aos familiares onde dizia que não se estava a sentir bem, que precisava de ir ao hospital e a relatar o que terá vivido. Disse ainda: "Eu não quero morrer aqui".
O advogado de Samuel já pediu uma revisão do caso, mas a família teme que ele possa ser deportado a qualquer momento.
A SIC pediu esclarecimentos à PSP, mas não foi possível obter qualquer resposta.