Com muitas localidades ainda sem eletricidade devido à passagem da depressão Kristin, muitas pessoas estão a recorrer a geradores e lareiras como fonte de luz e calor, o que acarreta alguns riscos.
O Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana (GNR) alerta que ambos "podem libertar monóxido de carbono, um gás altamente tóxico, sem cheiro, cor ou sabor, que pode ser fatal".
Os geradores devem estar sempre no exterior, nunca o ligando "dentro de casa, na garagem ou em anexos, mesmo com janelas abertas".
Tem de ser observada uma distância de segurança, sendo que "o escape deve estar a pelo menos seis metros de distância de qualquer entrada de ar da habitação", além de que deve ser confirmado que o fumo do gerador não está a ser empurrado para o interior da casa.
No caso de lareiras e braseiros, "a ventilação é vital", pedindo aos cidadãos que deixem "sempre uma fresta numa janela".
Por outro lado, a GNR salientou a necessidade de limpeza de chaminés, pois "uma chaminé obstruída faz com que os gases tóxicos recuem para dentro de casa", apelando para que se apaguem sempre as brasas antes de dormir.
Os sinais de intoxicação são "dores de cabeça, tonturas, náuseas, confusão ou sonolência súbita" e, se tal suceder, o apelo aos cidadãos é para que saiam imediatamente para o ar livre e liguem para o 112.
Intoxicações provocam mortes e feridos
No domingo, um homem morreu por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, no concelho de Leiria.
No mesmo dia, em Alcobaça, uma intoxicação com origem num gerador afetou nove pessoas, cinco das quais em estado grave.
Já esta segunda-feira duas pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade no concelho de Porto de Mós, devido a intoxicação por monóxido de carbono com origem num gerador.
