A GNR apreendeu 2.124 botijas de óxido nitroso, conhecidas como 'droga do riso', numa empresa de transportes no Montijo, durante uma operação de fiscalização.
Foi detido o responsável da empresa, de 56 anos, por não apresentar autorização do Infarmed para o transporte da substância.
O óxido nitroso, conhecido como "droga do riso", utilizada em contexto recreativo e cujo uso continuado por causar lesões neurológicas.
Em comunicado, a GNR explica que a apreensão ocorreu na terça-feira, durante uma ação de fiscalização de controlo de bens em circulação em que os militares foram a instalações de uma empresa de transporte de mercadorias, onde encontraram 2.124 botijas de óxido nitroso.
Durante a operação, os elementos do Destacamento de Ação Fiscal de Lisboa fiscalizaram as instalações dessa empresa de transporte de mercadorias, detiveram uma pessoa e apreenderam as botijas, pois não havia prova de que a substância se destinasse a fins industriais ou a uso farmacêutico, nomeadamente a necessária autorização do Infarmed.
Durante a fiscalização, foi identificado um homem, de 56 anos, responsável pela empresa transportadora.
As botijas apreendidas serão encaminhadas para a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), entidade competente para a instrução do processo.
"Droga do riso" ou "gás hilariante"
O óxido nitroso, ou protóxido de azoto (N2O), também conhecido como "droga do riso" ou "gás hilariante", é uma substância psicoativa cujo consumo tem vindo a ser identificado em contextos recreativos, devido aos efeitos euforizantes, analgésicos e ansiolíticos.
O consumo pode provocar alterações da perceção do espaço e do tempo, bem como perturbações da coordenação motora. O uso continuado pode causar, a longo prazo, danos graves no sistema imunitário, alterações da memória e outras lesões neurológicas.
