Um incêndio, seguido de explosões, num armazém de serrelharia próximo de habitações na localidade de Vale Madeiros, em Canas de Senhorim (Nelas), provocou esta tarde, de quarta-feira, seis feridos. As vítimas são militares da GNR e bombeiros. Um homem foi detido, mas as circunstâncias deste incidente ainda estão por esclarecer.
Tudo começou com um alerta, dado às 15:07, para um incêndio num armazém junto a uma habitação na localidade de Vale Madeiros, a freguesia de Canas de Senhorim. Meios dos bombeiros e da GNR acorreram ao local tendo sido surpreendidos por várias explosões.
Um número de meios em larga escala – mais de 90 operacionais, dezenas de veículos e até um helicóptero do INEM – foram desde logo mobilizados para o local.
Cerca das 18:25, segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu, o incêndio foi dado como resolvido, mas o número de vítimas subiu. Das explosões resultou um total de seis feridos, cinco dos quais bombeiros, dois deles em estado grave, e um militar da GNR.
Os dois feridos, que inspiram mais cuidados, foram transportados para o Hospital de Viseu.
Em declarações aos jornalistas, o comandante Miguel Ângelo David afirmou que “uma vez extinto o incêndio, houve novos dados e passou a ser uma operação com contornos policiais e dos quais estão a ser feitas diligências”.
“É um incêndio do qual resultaram explosões e, no decorrer da operação, foram encontrados novos indícios que levaram a diligências policiais. Engenhos explosivos, não conseguindo tipificar a classe e categoria”, acrescentou o comandante, confirmando que, “inicialmente, se tratou de um alerta para um incêndio num armazém de serralharia e foram despachados meios e equipas de combate a incêndio para este local”.
Ao que a SIC apurou, uma das vítimas terá um ferimento provocado por uma arma de fogo e um homem, de 62 anos, que se barricou na habitação com explosivos foi, posteriormente, detido pela GNR. Na origem deste incidente podem estar questões familiares, adiantaram populares à SIC.
Uma informação que o comandante Miguel Ângelo David não confirmou aos jornalistas, tendo esclarecido apenas que “não podendo confirmar se é ferimento de bala, é possível que, devido às explosões, tenha havido projeção de materiais existentes na serralharia”.
“No decorrer das diligências”, adiantou o comandante do destacamento de Mangualde da GNR, André Batista, “chegámos ao proprietário do terreno e, neste momento, estamos ainda com ele e a tentar perceber o que foi feito e o que não foi feito, o que é que existiu ali e a verificar se houve ou não crime”.
Tese que a confirmar-se, acrescentou, o caso passará para a competência da Polícia Judiciária.
