Os responsáveis pela averiguação preventiva à atividade da Spinumviva entendem que deve ser aberto um inquérito ao primeiro-ministro Luís Montenegro. Em causa está a origem dos fundos para a aquisição de dois apartamentos em Lisboa.
A notícia está a ser avançada pela CNN Portugal e pela revista Sábado.
Os procuradores acreditam que o caso só poderá ser esclarecido em sede de processo-crime, que terá que ser formalmente aberto no Supremo Tribunal de Justiça.
O inquérito deverá ser catalogado com suspeitas de eventuais crimes de recebimento indevido de vantagem e branqueamento de capitais.
Para se descobrir o circuito do dinheiro envolvido na compra dos apartamentos poderá ser necessário levantar o sigilo bancário do primeiro-ministro.
A palavra final sobre a instauração de um inquérito cabe ao Procurador-Geral da República Amadeu Guerra.
O caso Spinumviva
A polémica com a Spinumviva surgiu com notícias do Correio da Manhã que indicavam que a empresa familiar do primeiro-ministro se dedicava, entre outras atividades, à compra e venda de imóveis.
Na sequência abriu-se a discussão sobre a eventual atividade profissional do primeiro-ministro em paralelo ao exercício de funções governativas e sobre a identidade dos clientes da empresa e possíveis conflitos de interesse.
Recorde-se que o caso Spinumviva levou à queda do primeiro Governo de Luís Montenegro, após ter sido chumbada no Parlamento uma moção de confiança, no passado mês de março, e às eleições antecipadas de maio.
