O Tribunal de Barcelos condenou uma mulher de 51 anos ao pagamento de uma multa de 720 euros e à proibição de ter animais de companhia durante dois anos e meio, por maus-tratos agravados a uma gata.
O caso remonta a novembro de 2022, quando a filha da arguida, de três anos, colocou a gata Ariel dentro de um forno ligado, causando-lhe queimaduras graves em cerca de 50% do corpo. Apesar da gravidade dos ferimentos, a mulher manteve o animal na garagem durante cerca de uma semana, sem lhe prestar cuidados veterinários.
A situação só foi resolvida após a intervenção da associação SOS Bigodes, que garantiu o tratamento da gata. Ariel sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus, desenvolveu uma infeção grave e esteve internada durante dois meses. Ficou com sequelas permanentes, como falhas de pelo e sensibilidade extrema ao toque.
O tribunal considerou que, embora não tenha sido possível apurar as circunstâncias exatas do acidente, a arguida agiu por omissão, ao negar deliberadamente assistência médica ao animal, causando-lhe um sofrimento intenso.
A juíza sublinhou ainda a ausência de arrependimento demonstrada em tribunal e classificou o comportamento como “especialmente cruel”.
A associação SOS Bigodes defende a condenação e acredita que representa um sinal importante de que os crimes contra animais não devem ficar impunes.
Com Lusa
