Em janeiro, em Faro, choveu menos de 1% do que era suposto. Ainda assim, mais de metade da região está em seca moderada e a expetativa é de que a tradicional pluviosidade de março e abril reponham parte das reservas nas barragens e aquíferos. Se tal não acontecer, terão de ser aplicados planos de contigência de rega.
O tempo quente e seco antecipou a floração das amendoeiras no Algarve. Precisamente as culturas de sequeiro são por esta altura as que já sentem a falta de chuva deste inverno. Delas fazem parte também as alfarrobeiras, cereais e pastagens, que vivem exclusivamente da água nos solos
Mas mesmo com novembro e janeiro praticamente sem chuva, a situação é preocupante , mas ainda não é crítica, assegura o setor.
Por agora, a maior parte das barragens do Algarve está acima dos 40%, com exceção da Bravura, onde os níveis já rondam uns críticos 14%
A isso somam-se também os aquíferos com reservas muito baixas, na maior parte dos casos abaixo dos 20%.
Há planos de contingência para o caso da situação se agravar.
As barragens algarvias têm atualmente água que dá para mais de um ano de abastecimento quer à população, quer à agricultura e ao turismo.
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