Terminou em desacatos e com um ferido grave a manifestação que reuniu, este sábado, milhares de pessoas em Lisboa, em solidariedade com Gaza e com os ativistas portugueses detidos por Israel.
A marcha, que partiu do Martim Moniz em direção ao Rossio, tinha como objetivo apelar ao fim da guerra e denunciar o que os organizadores classificaram como “genocídio em Gaza”. Vários dirigentes de esquerda marcaram presença, juntando a sua voz à dos manifestantes.
No entanto, o protesto pacífico degenerou em confrontos. Na estação do Rossio, alguns manifestantes invadiram as plataformas e bloquearam a circulação dos comboios. Durante os momentos de tensão, um jovem de 22 anos foi eletrocutado ao tentar subir para uma carruagem. Foi assistido no local pelas equipas de emergência e transportado em estado grave para o Hospital de São José.
O episódio gerou também polémica política. A presidente da Iniciativa Liberal acusou o Livre e o Bloco de Esquerda de “incendiarem o ambiente” e de promoverem o caos durante a manifestação. O porta-voz do Livre reagiu e exigiu que Mariana Leitão se retrate, sublinhando que o partido “sempre se manifestou pelos direitos humanos” e “se distancia de qualquer protesto que envolva atos de vandalismo”.
Entre os manifestantes, continuam os apelos pela paz e pela libertação dos ativistas detidos, enquanto o debate político em torno do incidente promete prolongar-se nos próximos dias.
