Política

Uso de burca: "Não aceitamos que obriguem a mulher a andar na rua como se fosse mercadoria"

André Ventura diz que este é um "dia histórico", depois de ter sido aprovada no Parlamento a proibição do uso de roupas destinadas a ocultar o rosto, como a burca.

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André Ventura congratulou-se com a aprovação, no Parlamento, da proibição do uso de roupas destinadas a ocultar o rosto em espaços públicos em Portugal.

Nas redes sociais, o presidente do Chega escreveu que este é um "dia histórico".

"Hoje é um dia histórico para a nossa democracia e para a salvaguarda dos nossos valores, da nossa identidade e dos direitos das mulheres."

No Parlamento, Ventura disse não aceitar que haja mulheres obrigadas a "andar pela rua como se fosse um animal ou mercadoria".

"Aqueles mesmos que vão para Gaza e ali andam ao lado de terroristas que de manhã dizem que há um genocídio, à hora de almoço batem na mulher e à noite obrigam-na a andar pela rua como se fosse um animal ou mercadoria, não aceitamos isso", afirmou André Ventura.

A proposta do Chega teve o apoio do PSD, Iniciativa Liberal e CDS e contou com votos contra do PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda. PAN e JPP abstiveram-se. 

Na argumentação da lei, o Chega aponta o exemplo de países como a Dinamarca, França ou a Bélgica, que já proibiram a utilização do véu islâmico em espaços públicos.

Apesar de a palavra burca não ser mencionada explicitamente no projeto de lei, o objetivo é proibir a utilização "de roupas destinadas a ocultar ou a obstaculizar a exibição do rosto" (em que se enquadram as burcas).