Política

Ministra da Saúde sem vontade de continuar? Governo fala em "especulação mediática"

Na semana em que crescem os sinais de desgaste da ministra da Saúde, o Governo foi questionado a esclarecer quão sólida é a continuidade de Ana Paula Martins. 

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O Governo diz que a ministra da Saúde tem a vontade e a confiança para resolver os problemas no setor. Na resposta à pergunta sobre a noticiada vontade de Ana Paula Martins em sair do cargo, o ministro da Presidência falou em "especulação mediática".

"Todos no Governo sabemos isto: se há alguém no Governo que herdou uma herança pesada, e que tem feito, e tem que fazer, e vai continuar a fazer um trabalho hercúleo para resolver um problema dramático deixado no Serviço Nacional de Saúde, se há alguém que essa herança pesada, mas a capacidade, a confiança para a resolver, é seguramente a ministra da Saúde Ana Paula Martins", disse Leitão Amaro.

A ministra tem em mãos uma série de diplomas que precisam de avançar, como a refundação do INEM, a centralização das urgências ou as novas regras para a contratação de tarefeiros.  

O que dizem os candidatos a Belém?

Os candidatos a Belém também não defendem a saída de Ana Paula Martins.

Gouveia e Melo lembra que não é função do Presidente da República demitir ministros, nem de exigir a sua saída. 

“Quem demite ministros ou não é o primeiro-ministro. A única coisa que eu constato, como qualquer português constata hoje, é que a credibilidade do sistema de saúde está em causa”, afirmou o candidato.

Para João Cotrim Figueiredo, quem quer que seja ministro da Saúde, não vai ter “hipótese”. E explica: “Qualquer cara que gerir este sistema mal formado, mal construído, mal desenhado, vai ser triturado pelo sistema e não tem hipótese de mudar seja o que for.”

Marcelo Rebelo de Sousa insiste que é preciso resolver os problemas do sistema - como definir o relacionamento entre público, privado e social - e saber o que é responsabilidade concreta do Ministério da Saúde.

“Não se deve começar um edifício pelo telhado, deve-se começar pelos alicerces. Se não se começa pelos alicerces depois tudo começa a não jogar como um puzzle em que nenhuma peça joga certa”, disse o Presidente.

O primeiro-ministro, responsável máximo por todas as políticas do Governo, vai estar fora nos próximos dias. Só regressa na próxima semana, depois de participar em duas cimeiras, no Brasil e na Colômbia.