Carlos Moedas tomou posse esta tarde do seu segundo mandato como Presidente da Câmara de Lisboa, prometendo trabalhar em prol dos lisboetas e apelando à oposição para que não dê prioridade aos interesses partidários.
No entanto, não esclareceu como pretende viabilizar os orçamentos, depois de Alexandra Leitão ter afirmado que será muito difícil conseguir acordo com o PS.
"Eu não vou antecipar nada sem ver, mas posso acrescentar que, em princípio (…) será difícil viabilizarmos orçamentos deste executivo", disse a vereadora do PS.
À chegada à Gare Marítima de Alcântara, Carlos Moedas optou por não entrar pela porta principal. Durante a cerimónia, deixou um recado direto à oposição:
"O pior que poderíamos fazer à democracia seria impor-lhe as nossas idiossincrasias, e tal vale para quem governa como para quem está na oposição. Quem exerce oposição deve deixar governar, fiscalizando a ação de quem governa, tendo em conta a pluralidade das forças que fazem parte do executivo não nos podemos esquecer quem os lisboetas mandataram para governar."
O presidente da Câmara sublinhou que pretende governar "pasta a pasta, acordo a acordo", dependendo de quem se quiser aliar.
"Da minha parte, terão desde o primeiro dia a abertura ao diálogo e ao compromisso para cumprir a vontade das pessoas, não as vontades partidárias. E a partir de hoje, quem se senta neste executivo deve ter a responsabilidade e a consciência de que representa os lisboetas, não os interesses partidários", disse.
À saída, Moedas foi questionado sobre até onde está disposto a negociar, respondendo: "Eu disse tudo. Eu agradeço-vos do coração, estou aqui sempre de braços abertos para conseguir por Lisboa e pelos lisboetas, e é isso que quero continuar a fazer. A governar a nossa cidade e bem."
Apesar de não esclarecer todas as dúvidas sobre negociações futuras, garantiu que a habitação será uma prioridade máxima, assim como a higiene urbana, um dos assuntos mais polémicos durante a campanha, com o objetivo de tornar Lisboa uma capital mais limpa.
