Política

Plano da celebração do 25 de novembro decidido na segunda-feira, direita quer equiparar data ao 25 de abril

A uma semana do 25 de novembro, o plano da cerimónia ainda não está fechado. Os detalhes serão decididos na segunda-feira no Parlamento, mas a direita quer equiparar a data ao 25 de abril, incluindo até o mais pequeno pormenor, como os arranjos de flores.

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Há um ano, o Presidente da República quis deixar claro que há uma diferença entre o 25 de novembro e o 25 de abril. Agora, a direita quer equiparar as duas datas ao mais ínfimo detalhe, dos arranjos florais às três bandeiras na fachada do Parlamento, dos tempos de intervenção dos partidos à guarda de honra, da disposição da sala das sessões à lista de convidados.

O jornal Público diz que PSD, CDS, Iniciativa Liberal e Chega querem uma equiparação total e que a própria Assembleia da República admite que as cerimónias vão ser idênticas. A lista de convidados ainda não está fechada.

O plano será decidido esta segunda-feira no Parlamento, mas já se sabe que vai haver um desfile militar com os três ramos das Forças Armadas e uma conferência na Fundação Gulbenkian. O Partido Socialista (PS) vai ter um programa paralelo e o PCP vai colocar-se à margem.

A comissão que organiza os 50 anos do 25 de novembro não se extingue nesse dia. Os trabalhos continuam até maio do próximo ano para assinalar outras duas datas: a aprovação da Constituição de 1976 e as primeiras eleições livres.