As celebrações do 25 de Novembro no Parlamento não foram pacíficas, nem no confronto de discursos, nem numa inusitada guerra entre rosas brancas e cravos vermelhos, uma divisão que Marcelo Rebelo de Sousa tentou atenuar no último discurso como Presidente da República.
A deputada do PAN foi a primeira a dar um toque de cor ao arranjo da tribuna, um gesto simbólico prontamente repetido pela líder do Bloco.
Sinalizar Abril na celebração de Novembro não agradou ao líder parlamentar do CDS, um dos promotores da cerimónia, que não disfarçou a irritação.
Estava dado o mote para a guerra entre as rosas brancas e os cravos vermelhos, metáfora de uma divisão bem mais profunda.
Foi o suficiente para vários deputados do PS deixarem o hemiciclo e também houve quem optasse por desafiar Ventura.
Acabou por ser um deputado do PSD a tentar pôr água na fervura.
A ideia foi vincada por Marcelo Rebelo de Sousa naquele que foi o último discurso como Presidente da República no Parlamento.
Na bancada dos convidados assistiu a tudo Ramalho Eanes, o militar responsável no terreno pela operação do 25 de Novembro.
