Um grupo de funcionários parlamentares apresentou uma queixa contra o Chega, mas a denúncia partiu do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública, que, em declarações à SIC, afirmou representar 25 funcionários. O sindicato que representa a maioria dos funcionários parlamentares, mais de 280, disse desconhecer o teor e as motivações da queixa.
Nem todos os funcionários do Parlamento são sindicalizados, mas a esmagadora maioria dos sindicalizados faz-se representar pelo Sindicato dos Funcionários Parlamentares.
Em comunicado, esta estrutura garantiu que não enviou nem recebeu qualquer queixa contra os deputados do Chega ou outros partidos.
Esclareceu também que desconhece o "teor, o fundamento ou as motivações" da queixa apresentada à Secretária-Geral da Assembleia da República, pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública, e noticiada pelo Jornal Expresso.
Este sindicato, que está ligado à CGTP, afirmou à SIC que representa 25 funcionários parlamentares que decidiram apresentar a queixa contra o Chega. Episódios como este, ocorridos há cerca de um mês, durante a discussão do Orçamento do Estado, são um dos motivos alegados na fundamentação da queixa.
Na carta enviada à Secretária-Geral do Parlamento, o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública referiu comportamentos que "afetam profundamente a dignidade, a saúde mental e a integridade física dos trabalhadores".
Em resposta à SIC, o Gabinete da Secretária-Geral da Assembleia da República esclareceu que a queixa apresentada pelo sindicato "se enquadra no Código de Conduta dos Deputados" e, por isso, o assunto foi encaminhado para a Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados.