Esta semana, a CGTP e a UGT estão a dar que falar com a greve geral agendada para 11 de dezembro que promete parar o país. É a resposta das centrais sindicais às alterações propostas pelo Governo para o Código do Trabalho.
Maria João Avillez não tem dúvidas: a concretizar-se, esta greve geral “vai ser um enorme erro” para a UGT, que já está muito “enfraquecida”.
“A greve geral não serve o país”, afirma.
A comentadora SIC enaltece, por sua vez, a ministra do Trabalho, que considera uma “grande especialista técnica”. Falta-lhe, no entanto, uma “costela política”, sublinha. Falha que determinou que tivesse ficado “entregue a ela própria” numa negociação que “começou logo mal”.
“Ninguém a acautelou politicamente. A negociação [sobre o Código do Trabalho] começou logo mal, ao evocar grávidas e a amamentação - isso poluiu logo tudo o resto”, considera.
Ricardo Costa diz ter “esperança” num acordo entre o Governo e a UGT, mas assume ser um “erro” achar que a atual legislação laboral é “um grande problema”.
“A lei laboral em Portugal neste momento não é muito atrasada em relação à Europa, até porque mudou muito no período da Troika”, recorda.
E se normalmente os governos avançam para mudanças na legislação laboral em períodos de grande crise, “para dar um empurrão à economia”, aqui o desafio é “completamente diferente”, afirma.
“Querem alterar a lei laboral numa altura de crescimento e ninguém explicou porquê.”
Sobre as declarações de Gouveia e Melo, que desmentiu uma notícia da agência Lusa em que acusava Marcelo Rebelo de Sousa de interferir na sua candidatura à Presidência da República, Maria João Avillez acusa o candidato de “tropeçar em intrigas”.
“Estamos perante alguém capaz de uma intriguinha e de usar o mais baixo nível político. Será que mediu bem o risco? Prejudicou-o e foi feio”, diz.
Deste episódio, Ricardo Costa retira que Marcelo Rebelo de Sousa mostrou ser um “grande analista político”: “Foi a primeira pessoa em Portugal que percebeu que Gouveia e Melo queria ser candidato”.
Por sua vez, Gouveia e Melo “percebeu cedo que Marcelo Rebelo de Sousa o tomou de ponta e não convive muito bem com isso”.
