Nos últimos cinco anos, o Banco de Portugal identificou os riscos que três bancos angolanos com filiais em Portugal corriam, em matéria de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.
Em três inspeções, o supervisor percebeu que BIC, BNI e BPA tinham a porta aberta para lavar dinheiro proveniente de Angola. Os mecanismos de controlo eram escassos ou inexistentes.
Para os três bancos, os inspetores propuseram 38 contraordenações. Dois dos visados dizem nunca as ter recebido.
Nesta Investigação SIC provamos-lhe, igualmente, que a banca angolana levanta sérias dúvidas ao supervisor desde, pelo menos, 2004.
Esta Investigação SIC é da autoria dos jornalistas Amélia Moura Ramos, José Manuel Mestre e Pedro Coelho; com imagem de José Silva, edição de imagem de Ricardo Tenreiro, grafismo de Renato Mendonça e coordenação de Marta Brito dos Reis.
