Aquilo que para muitos são gestos simples, domésticos e quotidianos para preparar refeições implicava, até há pouco, para outros, em muitas cozinhas dos países da África Ocidental, como os Camarões, longos, demorados e caros processos.
A nova invenção, a cargo de um engenheiro dos Camarões, está a revolucionar a vida em muitas das cozinhas do país. Fogões portáteis evitam o trabalho pesado que recaía sobre muitas mulheres, que antes iam todos os dias colher lenha, acender o lume e cozinhar de forma lenta. Mas o mais surpreendente está no combustível utilizado.
Matam-se assim vários coelhos de uma só cajadada: a extrema poluição provocada pelos lubrificantes e óleos usados, que agora podem ser reciclados.
Cinco mil litros de óleos usados são agora reutilizados, a preços muito mais acessíveis do que as garrafas de gás. Em vez dos 10 euros por cada botija de 6 quilos, cada garrafa com dois litros de óleo custa quatro vezes menos e dura o mesmo, ou até mais tempo. Uma técnica que, segundo os especialistas locais, é muito mais amiga do ambiente.
Pequenas mudanças que podem fazer toda a diferença para a carteira, para a qualidade de vida e para o ambiente.
Contra a erva-bruxa
Todos os dias, Johnny trava a mesma batalha e sofre a mesma derrota. Arranca a ameaça da erva-bruxa-roxa, que está a destruir o modo de vida nesta plantação de milho no Quénia.
O problema é que, assim que a primeira erva-bruxa parasita aparece, já é quase impossível recuperar a plantação.
O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas está muito preocupado com este problema. No Quénia, a Striga, o nome científico da erva-bruxa, está a ganhar terreno nos campos agrícolas.
O problema espalha-se para lá das fronteiras do Quénia e está a deixar milhões em risco de fome.
Mas a iniciativa privada queniana decidiu analisar a Striga ao microscópio para desenvolver uma arma contra esta praga agrícola. Descobriu um fungo como resposta.
É um método biológico de controlo, seguro para quem o aplica e que também não tem efeitos nocivos nos animais ou nas colheitas. Vai eliminar um dos grandes inimigos da segurança alimentar no Quénia.
O milho já cresce como é suposto nos terrenos tratados por Lawrence.
O bioherbicida desenvolvido no Quénia vai brevemente ser exportado para todo o continente africano.

