Análise de Marques Mendes

Hélder Rosalino fez “muito bem” em desistir do cargo, defende Marques Mendes

A nomeação de Hélder Rosalino para o cargo de secretário-geral do Governo durou apenas três dias. O ex-governante não resistiu à polémica sobre o salário de quase 16 mil euros e informou que, afinal, a contratação para o Executivo não se vai realizar.

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O comentador da SIC Luís Marques Mendes considera, no habitual espaço de comentário no Jornal da Noite da SIC, que Hélder Rosalino fez “muito bem” em desistir do cargo de secretário-geral do Governo.

“Tem um emprego no Banco de Portugal e bem pago. Não precisa de um cargo, de um lugar, não andou a oferecer-se para um lugar. Foi convidado (…) e ele a data a altura viu-se a fritar em lume brando em polémica e recuou”, afirma.

A nomeação de Hélder Rosalino para o cargo de secretário-geral do Governo durou apenas três dias. O ex-governante não resistiu à polémica sobre o salário de quase 16 mil euros e informou que, afinal, a contratação para o Executivo não se vai realizar.

Contudo, Luís Marques Mendes diz que o Governo “não esteve bem” e cometeu “dois erros”. A seu ver, um diretor-geral não deve ter um salário superior ao do primeiro-ministro.

“Ninguém compreende, de um modo geral, que um diretor-geral ganhe mais do que um primeiro-ministro”, afirma.

O segundo erro foi “não assumir com toda a frontalidade e clareza", se queria abrir uma exceção.

“Acho que fez mal. Na política, a pior coisa é ficar a meio do caminho, a meio da ponte. Devia ter assumido com clareza”, refere.