Negócios da Semana

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Castro Almeida garante que PRR não vai ser uma "oportunidade perdida"

Em entrevista ao Negócios da Semana, o ministro da Economia disse que o uso de fundos europeus não será uma oportunidade perdida e garantiu que a aplicação não está atrasada.

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O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, será convocado ao Parlamento para prestar um ponto de situação sobre o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e esclarecer os motivos dos atrasos na sua execução.

A convocação resulta de requerimentos apresentados pelos grupos parlamentares do Chega e do PS, que foram aprovados esta terça-feira na Comissão de Economia e Coesão Territorial.

Em entrevista exclusiva ao Negócios da Semana, da SIC Notícias, Castro Almeida referiu que o PRR não vai ser uma oportunidade perdida, afastando a ideia de que a sua aplicação está atrasada.

"O PRR não vai ser uma oportunidade perdida. Não está atrasado, contrariamente à ideia que se criou. Não vai ficar um euro por gastar. Vamos investir todas as subvenções do PRR. É verdade que o PRR já esteve atrasado, quando este Governo assumiu funções", apontou o governante.

O que está em jogo?

Portugal submeteu, no final de junho, o sétimo pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) a Bruxelas. O pedido, no valor de 1.064 milhões de euros (já com o pré-financiamento descontado), inclui 27 marcos e metas, dos quais 21 estão relacionados com investimentos e seis com reformas.

Com a entrega deste pedido, a taxa de execução do PRR sobe para 47%. O plano, com término previsto para meados de 2026, visa impulsionar a recuperação económica do país, respondendo aos impactos da pandemia de covid-19.

O PRR, que tem um período de execução até 2026, pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico. Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.