Reportagem Especial

"O verde e o negro" do Pinhal de Leiria

Sábado no Jornal da Noite

A maior Mata Nacional foi devastada pelos incêndios de 15 e 16 de outubro. Cerca de 86% da área do Pinhal de Leiria, propriedade do Estado, foi consumida pelas chamas. Na reportagem especial "O verde e o negro", mostramos-lhe o que se perdeu, e o longo caminho para a regeneração de uma mata de produção de madeira de pinho, cuja história está ligada à História de Portugal.

O mapa oficial do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) mostra a dimensão da área ardida na Mata Nacional de Leiria: 9500 hectares, num total de 11 mil hectares, ou seja, arderam cerca de 86% da maior mata pública portuguesa.

Entre um número indeterminado de árvores queimadas no maior incêndio da história da Mata Nacional de Leiria, arderam pelo menos 25 árvores notáveis. Segundo informação do ICNF à SIC, a Mata Nacional de Leiria tinha "29 exemplares arbóreos isolados e 2 bosquetes classificados de interesse público e, destes, foram queimados 25 exemplares arbóreos isolados". O ICNF diz que está prevista para "muito em breve uma avaliação" para analisar a possibilidade de recuperação de alguns daqueles exemplares.

Quanto aos dois bosquetes, um deles mantém-se em perfeitas condições vegetativas e sanitárias, mas há "dúvidas quanto à capacidade do bosquete de cipreste-dos-pântanos, localizado na Garcia, resistir e recuperar dos danos provocados pela passagem do incêndio florestal". Um núcleo que o fotógrafo de natureza Gonçalo Lemos fotografou antes e depois do incêndio

Gonçalo Lemos

Gonçalo Lemos

A história do Pinhal de Leiria, na orla costeira da Marinha Grande, remonta pelo menos ao reinado de D. Afonso III (séc. XIII), mas foi com D. Dinis que foram feitas as grandes sementeiras com pinheiro-bravo, para conter o avanço das areias para cima de terrenos férteis, e fornecer madeira que haveria de ser usada na construção das embarcações dos Descobrimentos.

Reportagem de Carla Castelo, imagem de Manuel Augusto Ferreira, edição de Rui Rocha, grafismo de Sérgio Maduro e produção de Ana Marisa Silva.

A não perder, este sábado, no Jornal da Noite da SIC.

Carla Castelo