Reportagem Especial

Respondeu ao quiz sobre bullying e cyberbullying? Confira agora a análise aos resultados

Respondeu ao quiz sobre bullying e cyberbullying? Confira agora a análise aos resultados

Quanto mais pessoas estiverem informadas sobre este tema, melhor conseguirão informar, sensibilizar e educar crianças, jovens e adultos sobre a realidade do bullying/cyberbullying em idade escolar, contribuindo assim para a sua redução.

No âmbito da reportagem da SIC “As lágrimas não se fazem ouvir” foi criado um quiz, com 8 perguntas, adaptado do programa “Faz-te Ouvir! Dá a Volta ao [Cyber]Bullying”. O questionário é semelhante às intervenções feitas em escolas com alunos. As perguntas visam suscitar o debate e não tanto obter respostas certas ou erradas. Publicamos agora uma análise aos resultados feita por Cristiane Miranda e Tito de Morais.

O quiz, disponível em https://sicnoticias.pt/reportagem-especial/o-que-sabe-sobre-bullying-e-cyberbullying/, obteve mais de 700 respostas e as respostas às três primeiras perguntas são as mais interessantes. Sendo as restantes perguntas mais diretas, as respetivas respostas não revelaram surpresas de maior.

Esta primeira pergunta pretende introduzir a discussão à volta da definição do que é ou não é bullying.

Existe grande consenso relativamente a alguns dos critérios do que é bullying. Ser um comportamento/ação repetitivos e sistemáticos é um deles. No caso em apreço, a expressão “UMA VEZ” deixa a entender que não se trata de um comportamento ou ação repetitiva e sistemática, logo, poderá não ser considerado bullying.

Não obstante, a pessoa pode ser chamada de gorda por diversas pessoas e, nesse caso, ser exposta ao comportamento de forma repetitiva, podendo por isso, ser considerado bullying. Acresce ainda que deve também levar-se em linha de conta a intencionalidade de quem tem o comportamento, assim como o impacto que esse comportamento pode ter no alvo. Assim, a resposta correta é “Depende”.

Estes resultados assemelham-se aos obtidos nas sessões realizadas com alunos do 5º ao 12º ano.

Para nós fica clara a necessidade de aprofundarmos esta questão, tanto em sessões com alunos, como com adultos, pois continuamos a ouvir falar em professores alvo de bullying por parte de alunos ou de pais e de alunos alvo de bullying por parte de professores, ignorando-se que, quando falamos de bullying em idade escolar, um dos critérios é o tratar-se de comportamentos entre pares.

Cristiane Miranda e Tito de Morais

Nas intervenções em escolas, esta pergunta serve para introduzir o debate sobre os diversos tipos de bullying.

É usado este tipo de comportamento – bullying relacional, que envolve excluir alguém de um grupo, ignorar ou espalhar boatos e rumores acerca de uma pessoa – dado ser dos menos referidos. No caso concreto, como muitos alunos indicam, este pode ser um comportamento voluntário e deliberado do J. “Pode querer estar sozinho”, “pode não gostar da turma” e “pode não gostar de praticar desporto” são alguns dos argumentos usados. Nesse caso não será bullying, mas com é referido nas ações, ninguém quer estar “SEMPRE” sozinho. E se quer, é bom averiguar a origem do comportamento, porque poderá haver um problema subjacente. Assim, a resposta correta é “Depende”.

Aqui surge a grande diferença entre estes resultados e os das sessões que realizadas com alunos. Estes normalmente dizem que não se trata de um comportamento de bullying. Aqui são de sentido oposto.

Para nós, mais uma vez, estes resultados mostram a necessidade de aprofundar e desenvolver os conhecimentos da comunidade escolar relativamente aos diferentes tipos de bullying, preferencialmente usando exemplos concretos, desconstruindo-os com os alunos de uma forma interativa e não meramente expositiva.

Cristiane Miranda e Tito de Morais

Nas intervenções em escolas, quando é aprofundado o tema do cyberbullying, são abordadas as semelhanças e diferenças entre este e o bullying, explicando e detalhando como o cyberbullying é bem mais do que “APENAS” o bullying através das tecnologias de informação e comunicação. Assim, a resposta correta a esta pergunta é “Falso”.

Toda a intervenção é feita com base em perguntas por vezes polémicas, mas que quebram o gelo e que estimulam a participação dos alunos em temas relacionados com o bullying e o cyberbullying, como sejam a autoestima, a coação e extorsão sexual, a importância da denúncia e do pedir ajuda.

Quanto mais pessoas estiverem informadas sobre este tema, melhor conseguirão informar, sensibilizar e educar crianças, jovens e adultos sobre a realidade do bullying/cyberbullying em idade escolar, contribuindo assim para a sua redução.

Para receber na tua escola ou comunidade um programa inovador que aborda o tema do bullying e do cyberbullying de uma forma simples, interativa e divertida, convida o “Faz-te Ouvir! Dá a Volta ao [Cyber]Bullying!”.

Candidata-te aqui: https://bit.ly/candidaturafazteouvir

Últimas Notícias
Mais Vistos