Em Conímbriga há todo um vale, que entre o que está debaixo da terra e o que mesmo sendo visível ainda se abre ao mistério, pode num futuro próximo alterar a forma como os visitantes se embrenham na cidade
Mas havia um obstáculo para que a ruína pudesse continuar a ser investigada em profundidade. É que muitos dos terrenos que guardam os potenciais tesouros arqueológicos eram privados, como o de João Rui Pita e do irmão.
Foi um dos 18 terrenos que o Estado, ao fim de meio século de avanços e recuos, conseguiu, por fim, comprar e que acrescentam dois hectares ao sítio arqueológico.
Conímbriga, no contexto romano, até pode nem ter sido uma das cidades mais importantes, mas não impediu o imperador Augusto de ter iniciado um processo de construção que, dois milénios depois, tem revelado ao mundo o dia a dia de uma comunidade ibérica no Império.
Das habitações aos edifícios públicos, passando pelas termas, ficou o legado que recorda pedaços das vivências partilhadas entre povos, tanto os antigos, como os atuais.