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"Todas as mulheres são porcas, estás morta": no mundo dos jogos, o assédio e o machismo são reais

No Reino Unido, dois terços das mulheres gamers dizem ter sido assediadas e mais de 10% garantem já ter recebido ameaças de violação. Frases como "volta para a cozinha" são diárias nos chats dedicados aos jogos, mas a violência vai muito mais longe.

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Há 10 anos o Gamergate expôs uma campanha terrível de sexismo e abuso no mundo dos jogos.

“Enviaram-me ameaças de morte, ameaças de violação expuseram informações sobre mim, infernizam-me a vida, acederam às minhas contas bancárias, tentaram destruir o meu estúdio de jogo. O que me aconteceu foi tão extremo que foi chamado o FBI”.

Dez anos depois, o sexismo no mundo dos jogos continua bem presente.

A maioria dos gamers usa o Discord para partilhar dicas, mas estes grupos tornam-se muitas vezes o palco de abusos às mulheres que tentam participar. A violência verbal e as ameaças preocupam as autoridades. Não há forma de denunciar os agressores pelo que foi dito num chat no Discord.

Numa manhã, a jornalista da Sky News entrou num chat rooms e, em poucos segundos, foi atacada. O discurso de ódio é visível em cada frase.

“Não gostamos de mulheres. Gostamos de ter aqui homens. És uma porca, sabes disso, certo? Todas as mulheres são porcas. Estás morta”.

Apesar desta realidade continuar a existir, no último ano, o número de mulheres assediadas enquanto jogavam diminui.