A tensão cresce no Caribe. Um possível conflito militar entre os Estados Unidos e a Venezuela ameaça a estabilidade da região. A disputa, que começou com acusações de tráfico de droga no Pacífico e evoluiu para uma presença militar norte-americana significativa a poucos quilómetros da costa de Curaçao, território dos Países Baixos. O Presidente Donald Trump não exclui uma intervenção militar direta na Venezuela. E o conflito entre os dois países obrigou a Marinha dos Países Baixos a reforçar o patrulhamento.
"Estamos a organizar as nossas patrulhas de forma diferente, especialmente em torno das ilhas ABC (Aruba, Bonaire e Curaçau), para podermos avaliar melhor a situação e os possíveis desenvolvimentos."
Navios como o HNLMS Groningen patrulham as águas territoriais das ilhas, um sinal da soberania do Reino dos Países Baixos. Walter Hansen é o Comandante da Marinha Real dos Países Baixos no Caribe e reconhece que o cenário é preocupante.
"O que estamos a ver desenvolver-se aqui na região não acontecia há muito tempo. É sério. Se é sério, é motivo de preocupação. Mas, para já não há ameaça imediata às ilhas ABC."
Apesar das garantias, o receio é real. Caso haja troca de mísseis entre a frota norte-americana e a Venezuela, os projéteis podem sobrevoar Curaçau. A ilha tem cerca de 180 mil habitantes e recebe todos os anos mais mais de um milhão e meio de turistas.
Os reponsáveis políticos locais também se mostram preocupados. Giselle Rosalia, é um dos líderes políticos de Curaçau que alerta para os riscos de envolvimento neste conflito.
"Temos de ficar fora disto, porque todos sabemos que não vai trazer nada de bom. O problema é que estamos num Reino, e certas decisões serão tomadas em Haia."
Enquanto se preparam cenários para "o pior caso", as autoridades locais pedem prudência para evitar que Aruba, Bonaire e Curaçao sejam empurradas para um conflito que não querem.
