Saúde e Bem-estar

No caminho "certo" para diagnosticar de forma mais eficaz o Alzheimer

Luca Bruno / AP

Cientistas esperam ter um teste comercial dentro de dois anos.

Um exame experimental ao sangue foi altamente preciso para diagnosticar pessoas com Alzheimer, o que aumentou as esperanças de que em breve possa haver uma maneira simples de ajudar a detetar a doença.

Os cientistas alertam que a nova abordagem ainda precisa de mais validação e não está pronta a ser usada.

Até agora, os resultados obtidos sugerem que os investigadores estão no caminho certo.

O teste teve uma precisão entre os 89% os 98% para identificar pessoas com Alzheimer e pessoas sem qualquer demência.

"Isso é muito bom. Nunca vimos tanta precisão nos testes anteriores", disse Maria Carrillo, diretora científica da Associação de Alzheimer.

Eliezer Masliah, chefe de neurociência do Instituto Nacional de Envelhecimento dos EUA, também concordou. O novo teste "parece ser ainda mais sensível e mais confiável" do que os métodos anteriores, mas precisa de ser testado em populações maiores e mais diversas.

Os resultados foram discutidos na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, realizada online devido à pandemia.

Mais de cinco milhões de pessoas nos Estados Unidos da América e muitas mais no mundo têm Alzheimer.

Atualmente, os medicamentos apenas atenuam os sintomas e não diminuem o declínio mental.

Como é detetada a doença hoje em dia?

A doença geralmente é diagnosticada através de testes de memória e habilidades de pensamento, mas isso é muito impreciso.

Os métodos mais confiáveis, como exames de líquido espinhal e exames cerebrais, são invasivos ou caros. Portanto, um simples exame de sangue seria um grande avanço.

Se os benefícios forem confirmados, alguns cientistas esperam que um teste comercial esteja pronto daqui a dois anos.