Saúde e Bem-estar

Mais de 168 mil euros para projetos que promovam a qualidade de vida dos doentes oncológicos séniores

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Mais de 168 mil euros vão financiar 40 projetos que promovam a qualidade de vida dos doentes oncológicos séniores, das suas famílias e cuidadores e as candidaturas podem ser apresentadas até 31 de maio.

Mais de 168 mil euros vão financiar 40 projetos que promovam a qualidade de vida dos doentes oncológicos séniores, das suas famílias e cuidadores e as candidaturas podem ser apresentadas até 31 de maio, foi esta quarta-feira anunciado.

"As candidaturas podem ser apresentadas numa plataforma própria e destinam-se a associações de doentes ou instituições sem fins lucrativos na área da saúde", explicou à Lusa Francisco Rocha Gonçalves, da Sanofi, promotora da iniciativa.

Os objetivos, explicou, são chamar a atenção para a especificidade de ter cancro quando se tem mais idade (65 anos) e fazer aparecer projetos que possam melhorar a qualidade de vida destes doentes.

"A carga da própria doença expõe o doente a um risco sobre não só a sua vida mas também a qualidade de vida com que vai viver esse tempo", disse o responsável, frisando a importância de estes projetos poderem mitigar a penosidade de todo este processo para o doente, fazendo-o enfrentar a doença com outro ânimo.

Cerca de 50% dos doentes com cancro têm mais de 65 anos e representam 75% dos que efetivamente morrem com a doença, explicou o responsável, acrescentando que a explicação para estes números tem que ver com a degradação das células e a exposição ao longo de uma vida a fatores de risco como o sol, tabaco e outros, que, acumulados na pessoa, a partir de determinada altura, começam a manifestar-se com o aparecimento de diversas formas de cancro.

Normalmente, sublinhou, estes doentes mais velhos têm ainda outras doenças associadas de origens diversas, o que faz com que tenham um grau de sofrimento agravado, além de tomarem vários medicamentos ao mesmo tempo, o que "traz maiores riscos de efeitos secundários".

"Têm de ser muito mais acompanhados e vigiados", disse Francisco Rocha Gonçalves, adiantando que a intenção da Sanofi internacional, que lançou a iniciativa, é ter projetos no terreno ainda este ano.

Reconheceu ainda que estas associações de doentes são pouco financiadas e que são "um 'stakeholder' importante" pois os hospitais não terão capacidade de responder a muitas necessidades no terreno destes doentes, que "ultrapassam a carteira normal de serviços de um hospital".

"Queremos empoderar e dar meios a estas associações para ajudarem a melhorar a qualidade de vida destes doentes", afirmou.

O facto de ser um concurso internacional aumenta a competitividade, mas o responsável diz que já vai sendo um hábito "ver portugueses a triunfar no mundo inteiro".

"Conhecemos os portugueses e a sua capacidade de triunfar e tenho a expectativa que um dos vencedores possa ser português. Conhecemos projetos já no terreno de instituições que são muito relevantes e não duvido que essas instituições consigam aparecer com novas ideias igualmente impactantes", afirmou.

Atualmente, estima-se que aproximadamente 37% dos novos casos de cancro sejam diagnosticados em pessoas com mais de 70 anos, um valor que se prevê ser o dobro em 2040.

No total serão apoiados 40 projetos a nível global, com 5 mil dólares (4.200 Euro) cada, num total de 200 mil dólares (168.123Euro) e as candidaturas devem ser apresentadas até dia 31 de maio aqui.