Saúde e Bem-estar

O novo vírus detetado na China que "é primo de outros dois" que são considerados "graves"

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O virologista Paulo Paixão explica que para já este novo vírus é "um dos muitos que vão aparecendo na literatura médica" e só o acompanhamento pode esclarecer a gravidade que poderá ter.

O New England Journal of Medicine indica que foi detetado na China um novo vírus de origem animal. Foram as amostras recolhidas da garganta de pacientes, em contacto recente com animais, que confirmaram a existência do novo vírus.

Já infetou pelo menos 35 pessoas, no leste e no centro da China, mas nenhum caso é grave. A Direção-Geral da Saúde está em articulação com as autoridades de saúde internacionais e aguarda mais informação da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre eventuais medidas a considerar.

Ainda longe da hipótese de uma nova pandemia e de uma emergência sanitária, como a que foi provocada pela covid-19, a descoberta preocupa já os cientistas.

Este vírus é um primo de outros dois, o Nipah e o Hendra, que são vírus graves.

O virologista Paulo Paixão, em análise na SIC Notícias, explica que para já este vírus "será um dos muitos que vão aparecendo na literatura médica". Mas o novo vírus, agora conhecido, pertence à família de outros henipavírus que provocam problemas respiratórios e neurológicos com altas taxas de mortalidade, como o Hendra e o Nipah, que causaram já surtos e infeções graves na Ásia e na região do Pacífico

Só o acompanhamento destas situações nos pode dizer se nos vai efetivamente preocupar, ou se será um dos muitos vírus, que apesar de terem parentes mais graves, acabam por nunca evoluir para a gravidade.

Paulo Paixão esclarece também a relação que as alterações climáticas podem ter com o aparecimento de novos vírus.

Não há dúvidas nenhumas que as alterações climáticas vão favorecer o aparecimento de vírus.

O virologista afirma mesmo que estas são a maior ameaça à espécie humana que precisa de ser combatida.

Quanto à covid-19, o virologista diz não ter "grandes dúvidas" de que vai haver aumento de casos em setembro ou outubro com o diminuir das temperaturas, regresso às aulas e a aproximação das pessoas.

Vamos passar um inverno mais complicado, mas nada que se pareça àquilo que passamos nos últimos anos.

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