Saúde e Bem-estar

Aos 80, mais de 80% dos homens sofre de cancro da próstata: fatores de risco e sintomas

Aos 80, mais de 80% dos homens sofre de cancro da próstata: fatores de risco e sintomas
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Esta quinta-feira assinala-se o Dia Mundial do Combate ao Cancro da Próstata, a segunda causa de morte por cancro nos homens.

No dia em que se assinala o combate ao cancro da próstata, a Associação Portuguesa de Doentes da Próstata (APDP) lança um apelo: “Deixa crescer o bigode e não o cancro”.

A APDP aproveita o mote do “Movember” para desafiar todos os homens a deixarem crescer o bigode durante este mês com o objetivo de sensibilizar para o cancro de próstata, a segunda causa de morte por cancro nos homens.

Todos os anos em Portugal são diagnosticados entre 5.000 a 6.000 novos casos de cancro da próstata e morrem com a doença “aproximadamente 1.800 homens”.

Considerado “silencioso”, a probabilidade de desenvolver este tumor aumenta com a idade. Segundo a associação, aos 80 anos mais de 80% dos homens sofre de cancro da próstata.

A associação identifica três fatores de risco, como a idade avançada, histórico familiar e a origem étnica: “Homens com mais de 50 anos, que têm familiares que sofreram destes tumores ou são de raça negra, têm um risco superior”, diz a APDP em comunicado.

Para além destes fatores há que ter em conta “os níveis de testosterona”, uma vez que “esta hormona é responsável pela degeneração e multiplicação das células da próstata”. As dietas ricas em gordura ou demasiado proteicas, a obesidade e a exposição a produtos tóxicos são também variantes a ter em conta.

José Graça, vice-presidente da APDP, alerta que existe um “tabu associado” ao cancro da próstata, que “por vezes acaba por levar a um rastreio tardio da doença”.

Na maior parte dos casos não existem sintomas associados à progressão do tumor, que apenas é identificado através de exames de diagnóstico. José Graça apela ao rastreio, para que se consiga diminuir o número de mortes associadas à doença.

Este cancro desenvolve-se muitas vezes sem manifestar sintomas e os que surgem podem não ser exclusivos da doença. Ainda assim a APDP identifica os mais frequentes: dificuldade ou urgência em urinar, micções dolorosas, dor ou desconforto na região e disfunção erétil.

Este tumor consegue ser identificado - ainda antes de aparecerem os sintomas - através do “toque retal e análise do PSA (antigénio específico da próstata)”.

“O toque retal consiste na palpação da próstata para verificar o seu tamanho, consistência e eventual presença de nódulos. Com a análise ao sangue aos níveis de PSA é possível orientar o diagnóstico, embora a conclusão final dependa sempre da realização de uma biopsia prostática”, explica a Associação Portuguesa de Doentes da Próstata em comunicado.

O rastreio ao cancro da próstata deve ser realizado por todos os homens a partir dos 50 anos, no entanto, se houver histórico familiar deve ser avaliado pelo médico qual o melhor momento para iniciar o rastreio, explica a associação.


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