Em 2022, Portugal apresentou a taxa mais alta de incidência de cancro em crianças e jovens até aos 15 anos. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), foram diagnosticados 245 novos casos de cancro pediátrico e que correspondem a 19 casos por cada 100 mil crianças.
Foi também o ano em que se registaram, no geral, 69 mil novos casos. Cerca de 33 mil pessoas morreram vitimas de cancro e sabe-se também que com base nesses dados, os mais recentes, perto de 29% da população corre o risco de ter a doença antes dos 75 anos.
Entre 2019 e 2021, a taxa de mortalidade no cancro da mama estabilizou e baixou nos cancros de cólon e reto, estômago, próstata e pulmão. A redução de rastreios e de novos diagnósticos durante a pandemia pode ter influenciado esta descida.
Considerada a doença do Século XXI, até 2040 o número de novos casos de cancro em Portugal deve aumentar cerca de 20%. Um valor acima da média da União Europeia que é de 18%. Só no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, todos os anos são diagnosticados 10 mil novos casos de cancro.