Saúde e Bem-estar

Viver com esquizofrenia: verbas são escassas e há várias associações em risco

O diagnóstico de doença mental grave ainda carrega um grande estigma. Um precoceito que muitas associações de doentes estão a tentar desfazer não só para melhorar a vida de pessoas com esquizofrenia mas também para contribuir para a sua integração na sociedade.

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Afeta 1% da população mundial e tem grande impacto no dia-a-dia. O João foi diagnosticado com esquizofrenia em 2011. Frequenta a unidade socio-ocupacional da Encontrar+se, no Porto, uma instituição que se tornou uma segunda casa.

Mané, como é conhecida, chegou como utente. Passados 10 anos começou a trabalhar na associação como recepcionista. Na instituição não sente o estigma que ainda existe para lá das paredes.

A Encontrar+se apoia 51 pessoas com doença mental grave, com acompanhamento terapêutico, reabilitação cognitiva e social e atividades culturais. 38 utentes estão ao abrigo de um protocolo com o Estado mas as verbas são escassas e há várias associações como esta em risco.

A instituição também ajuda os cuidadores, com o treino de familiares e grupos de autoajuda.

A missão da Encontrar+se é mostrar ao mundo que a doença mental grave não rouba o valor individual de cada um e que estas pessoas merecem um lugar na sociedade.