O número de novas infeções e de mortes por covid-19 está muito longe dos registos de 2021 e 2022, ainda assim os dados são preocupantes.
Entre 1 e 10 de agosto morreram 38 pessoas, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS). É quase metade do registado no total do mês passado, o que indica que a este ritmo o número de vítimas no final de agosto poderá ser ainda maior.
Desde março que o número de mortes por covid praticamente duplica a cada mês. Em março, foram registadas oito mortes, em abril o número subiu para 17, no mês seguinte praticamente o dobro. Uma tendência que aconteceu também em junho.
No mês passado, morreram 80 pessoas. 5 de agosto foi, até agora, o dia com mais mortes: 11. O registo diário mais elevado desde 30 de junho do ano passado. Mas se compararmos os primeiros dez dias de agosto com os primeiros dez de junho, também há um aumento evidente.
Ainda assim, hoje a testagem é mais limitada e direcionada essencialmente para contexto clínico, o que, na prática, pode indicar que haverá mais casos em circulação.
A DGS já tinha dito que a recente subida do número de casos e de mortes está relacionada com a deteção de novas linhagens da variante ómicron em Portugal e no resto da Europa. Ainda assim, não haverá evidência que indique que estas linhagens estejam associadas a um aumento da gravidade da infeção.
