Os dados mais recentes publicados pelo Barómetro da União Europeia, revelam que mais de 15% dos portugueses não têm dinheiro para ir ao dentista. São mais 4% do que em 2023. A cada ano a situação agrava-se.
"Apesar dos esforços que estão escritos nos planos eleitorais dos Governos, a verdade é que não se tem verificado soluções para os portugueses. É fundamental que exista um maior investimento no Orçamento do Estado ligado à saúde oral, mas também que outras rubricas possam ser complementadas", diz Miguel Pavão, bastonário da ordem dos médicos dentistas
Apesar da saúde oral ter ganho espaço na agenda política desde a pandemia, o Bastonário considera que as medidas continuam a ser insuficientes.
"As medidas que estão em prática, que não foram cumpridas, e que não foram cumpridas e estavam escritas no relatório SNS 2.0, era a possibilidade da medicina dentária integrar os cuidados de saúde primários nos gabinetes de medicina dentária agora nas ULS. Um universo que atingiria menos de 200 gabinetes, mas daria resposta a uma população vulnerável que recorre ao serviço público", explica o Bastonário.
Além desta medida, acredita que a aposta no cheque-dentista traria melhorias. A ordem dos médicos dentistas quer ver mais pacientes nos consultórios. Portugal é o quarto país da União Europeia em que mais pessoas não têm acesso à saúde oral por razões financeiras.