Milhares de mulheres vivem com cancro da mama em Portugal. Isabel luta contra o cancro da mama há oito anos. Já passou por tratamentos e exames, mas diz que uma das fases mais difíceis foi a dos exames de diagnóstico.
“Já tinha detetado o meu caroço, mas fui ao médico e, como eu sempre tive vários [caroços], relativizaram. Mas aquele para mim sempre foi diferente. (...) Até que chegou a uma altura que eu notei que ele estava a crescer e fui novamente ao médico. (...) Mandaram fazer exames e realmente já tinha o dobro do tamanho.”
Histórias como a da Isabel preocupam as associações que trabalham na prevenção e no apoio a doentes oncológicos. A Evita, por exemplo, dedica-se ao alerta para o cancro hereditário.
Segundo um estudo realizado pela associação, uma em cada quatro mulheres admite saber pouco ou nada sobre o risco de ter cancro da mama.
“Quando a pessoa não sabe se tem predisposição genética, pode desvalorizar os primeiros sintomas e terá depois um diagnóstico tardio”, explica Tamara Milagre, presidente da Evita.
“Na população em geral, cerca de 8% a 10% de todos os cancros da mama têm uma origem hereditária. O primeiro sinal de alerta é haver pessoas na família com cancro. É o grande sinal de alerta”, sublinha Maria do Carmo Fonseca, investigadora da Fundação Gimm.
Outubro é o mês de maior consciencialização. O chamado ‘Outubro Rosa’ nasceu para mobilizar a luta contra o cancro da mama. A cor rosa tornou-se símbolo de força, esperança e homenagem a todas as mulheres que enfrentam esta doença.