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Cancro digestivo: rastreios parados e centenas de atos médicos cancelados por causa da pandemia

Só na área do cancro digestivo, foram adiadas 51 mil cirurgias e canceladas 540 mil consultas, devido à pandemia de covid-19. Os rastreios estão “completamente parados”, revela Vítor Neves, presidente da Europacolon Portugal, associação de apoio ao doente com cancro digestivo

No geral, quase 1,5 milhões de consultas médicas ficaram por fazer em todo o país, em consequência da pandemia. Um total de 51 mil intervenções cirúrgicas foram adiadas, realizaram-se menos 2500 cirurgias oncológicas do que em igual período de 2019 e menos 400 mil pessoas foram atendidas nos serviços de urgência.

Estes dados considerados “muito preocupantes” pela ministra da Saúde, Marta Temido, foram algumas das consequências da mobilização do Sistema Nacional de Saúde no combate ao novo coronavírus.

Vítor Neves, pesidente Europacolon Portugal

Vítor Neves, pesidente Europacolon Portugal

Joao Girao

No caso do cancro digestivo (que abrange um conjunto de tumores malignos da área da gastrenterologia, nomeadamente o cancro do intestino (colon e recto) estômago, pâncreas, fígado e esófago), além dos rastreios parados, a continuidade dos tratamentos ficou comprometida, segundo Vitor Neves que
sublinha a necessidade urgente de os atos médicos serem retomados.

O responsável da Europacolon nota que todos os anos, surgem 17 mil novos casos de cancro digestivo que mata mais de dez mil pessoas, em Portugal e que a pandemia agravou a situação destes doentes.

A Europacolon Portugal tem, neste contexto, uma posição, sobretudo de alarme e de aviso, esclarece Vitor Neves, manifestando a disponibilidade para colaborar com a tutela. Refere também a necessidade de aumento do grau de confiança da parte dos doentes para vencerem o medo de ir ao hospital sempre que precisarem , lembrando que a associação servirá de elo de ligação e de apoio nestes casos.

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