Notícias

Covid-19. DGS aconselha pessoas imunossuprimidas a fazerem terceira dose da vacina

Graças Freitas diz que as pessoas que por motivos de doença ou de tratamento estão imunossuprimidas são aconselhadas a tomar uma terceira dose da vacina. Há ainda um outro grupo de pessoas com o sistema imunitário mais debilitado, no qual se incluem os idosos, para o qual ainda está a ser estudada a necessidade de reforço da vacinação

As pessoas imunossuprimidas “são aconselhadas” a fazer uma terceira dose da vacina contra a covid-19. Em entrevista ao programa Casa Feliz, da SIC, Graça Freitas explicou que esta terceira inoculação deste grupo de pessoas - “que serão menos de 100 mil” - deve ser encarada como uma nova oportunidade de vacinação pois é possível que no momento em que receberam a primeira ou segunda dose o seu “sistema imunitário não estivesse a produzir anticorpos e defesas”.

“Há pessoas imunossuprimidas, que por terem uma determinada doença ou porque estão a fazer uma determinada terapêutica, que quando foram vacinados podiam estar imunossuprimidos. Ou seja, o seu sistema imunitário não estava a produzir anticorpos e defesas. Nessas pessoas está aconselhada uma outra dose. Não é um reforço, é uma outra oportunidade de se vacinarem, em que essas pessoas já estão restabelecidas da sua doença ou terapêutica”, disse na entrevista emitida esta quarta-feira de manhã. E exemplificou: “Um doente oncológico, passada aquela parte em que está imunodeprimido e em que está a fazer tratamento, depois recupera. Então essas pessoas têm indicação para levar uma outra dose”.

Depois, continuou a diretora-geral da Saúde, há um outro grupo de pessoas para o qual está a ser estudada a possibilidade de ser feito “um reforço”. São pessoas “em que o sistema imunitário não é tão forte” porque são mais “velhas, doentes ou têm outra qualquer condição e que podem não ter ficado completa ou duradouramente protegidas” - então está a ser "equacionado o reforço”. “O que fazemos é pegar naquela imunidade que já têm das outras duas doses e estimular essa imunidade tal como se faz para as crianças no Programa Nacional de Vacinação”, explicou.

Também esta quarta-feira, o “Correio da Manhã” e o “Público” noticiaram que a Comissão Técnica de Vacinação Contra a Covid-19 (CTVC) enviou para a DGS um parecer em que defende que a terceira dose deve ser administrada às pessoas com “doenças que causam imunossupressão”. De acordo com o documento, os especialistas incluem nesta lista pessoas com cancro ativo, pessoas com imunodeficiências congénitas ou transplantadas e ainda pessoas infectadas com VIH/SIDA.

Segundo a SIC, a DGS já validou esse parecer da Comissão Técnica de Vacinação e enviou o documento para o gabinete da ministra da Saúde, que ainda não tomou decisão e quer aguardar pela recomendação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

Esta terça-feira de manhã, durante uma visita ao centro de vacinação em São João da Madeira, o vice-almirante Gouveia e Melo sublinhou que não está “cientificamente provada” a necessidade da terceira dose da vacina. Ainda assim, admite casos específicos para a terceira inoculação. “Ninguém está a falar de uma terceira dose generalizada”, disse Gouveia e Melo. Os reforços administrados serão “pontuais”, acrescentou.

Portugal continua a avançar na vacinação contra a covid-19: 81,6% dos portugueses estão vacinados com uma dose e no final desta semana essa percentagem deverá atingir os 83%, atingindo-se, no final da próxima semana, a meta dos 85%, adiantou esta quarta-feira o vice-almirante, que falava aos jornalistas durante a cerimónia de atribuição de uma medalha de excelência por parte da autarquia da Guarda.

[texto atualizado dia 26 de agosto às 15h17]

Notícias

Mais