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Petição para alargamento do período de luto pela perda de um filho: " 5 dias é pouco"

A associação Acreditar quer alargar o prazo para 20 dias. A petição foi lançada no início de setembro - mês internacional de sensibilização para o cancro pediátrico

Em setembro assinala-se o mês internacional de sensibilização para o cancro pediátrico. "Este ano, centramo-nos nos cuidadores e lançamos uma petição que propõe o alargamento do período de luto pela perda de um filho para 20 dias", diz a Acreditar, associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro.

Atualmente, a legislação prevê - apenas - 5 dias consecutivos.

"Como pai que representa os Pais em nome dos quais esta petição é lançada, penso que é fundamental que se altere a legislação existente; o luto pela morte de um filho, cujos contornos estão referidos no texto da petição, não pode tornar-se num exercício repentista excessivamente condicionado pelo prazo. Há 20 anos tive cinco dias para regressar ao trabalho após a morte da minha filha de 7 anos. Serviram para pouco, para quase nada", diz João de Bragança

"A experiência, de 27 anos, no acompanhamento dos pais, diz-nos que, ao fim de 5 dias, ninguém está em condições de poder regressar ao trabalho. Mesmo quando o retorno à vida laboral pode ser um contributo positivo para o processo de luto, este período não chega. Um pai ou uma mãe que durante largos períodos de tempo, muitas vezes vários anos, acompanhou um filho doente que acaba por morrer, dificilmente tem condições para encarar o retorno imediato à vida laboral. 5 dias é pouco.", pode ler-se no comunicado da associação.

"Esta petição é para todos os pais que perdem um filho"

A campanha disponibiliza informação especializada sobre o luto parental, formas que podem ajudar a enfrentá-lo, testemunhos de pais, irmãos, e sugestões de leitura para quem se encontra nesta situação.

Basta clicar AQUI para aceder a todos os conteúdos e assinar a petição.

"Falar sobre o luto parental, trazer a discussão para o espaço público, tirar estes pais do anonimato e da solidão que tantas vezes encontram neste caminho, é um contributo para a mudança legislativa que se pretende e se impõe", acrescenta a Acreditar.

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