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Fotógrafo alemão presta homenagem a mulheres com cancro da mama no Hospital de Santa Maria

"Retratos (não) caducados" é a exposição de Uli Schmidt, feita em parceria com a associação Amigas do Peito

Inaugurada no passado dia 6 de outubro, na Galeria de Exposições do Piso 2 do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a exposição de Uli Schmidt, fotógrafo alemão a residir na vila portuguesa de Óbidos, pretende ser um convite ao espetador para que este pense sobre a "efemeridade" do nosso mundo e da nossa forma de estar nele.

"A pandemia obrigou-nos a abrandar e foi um momento único para pensarmos sobre as nossas vidas", conta o o fotógrafo.

As fotografias baseiam-se em cartazes - sobrepostos e rasgados - que contam diversas histórias e que, acima de tudo, refletem a rapidez e o consumismo existentes na nossa sociedade.

Para Uli Shmidt, poder expôr o seu trabalho no Hospital de Santa Maria traz consigo uma simbologia à qual o autor não consegue ficar indiferente, devido ao facto de esta ter sido uma das instituições hospitalares mais fustigadas pela pandemia. "Fiquei impressionado com as filas e com a quantidade de pessoas à espera, à porta deste hospital, há uns meses, durante o pico da pandemia".

Esta iniciativa inclui-se num conjunto de atividades que a associação Amigas do Peito está a desenvolver para assinalar este mês - chamado Outubro Rosa - dedicado à sensibilização para o cancro da mama.

"Quando fiz o convite ao Uli ele aceitou de imediato. Estes são retratos complexos, que têm várias interpretações, que escondem várias histórias. E toda a mulher ou homem, tem sempre algo que não quer revelar. Devido à covid-19, tivemos muita gente que se isolou, que se escondeu, e que chegou com cancro avançado ao nosso hospital", explica Emília Vieira, presidente da associação. Caso alguma peça se venda, metade do dinheiro será doado à Amigas do Peito.

Os textos que acompanham as fotografias, e que também integram a exposição, são da autoria da tunisina Amina Bouyahia, cuja interpretação ajuda o espetador a refletir sobre a fugacidade da vida.

A exposição "Retratos (não) caducados" está aberta ao público até 31 de outubro, com entrada gratuita.

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