Notícias

Cancro. A importância dos cuidados paliativos e a vida depois da doença

Garantir o acesso a toda a população a cuidados paliativos e melhorar a qualidade de vida dos doentes e sobreviventes de cancro são duas das necessidades da oncologia nacional, que vão estar em debate no "Vamos Falar?" de hoje, organizado pelo Tenho Cancro. E depois?

José Fernandes

Os dados mais recentes indicam-nos que ficaram por diagnosticar mais de 4 mil cancros no último ano. Além disso, os relatos dos especialistas refletem que os doentes estão a chegar aos hospitais com cancros em estados mais avançados. Para muitos, a pandemia fez com que a doença, à partida curável se descoberta a tempo, se tornasse incurável.

Todos os doentes que não podem reverter a sua patologia precisam de ser apoiados pelos cuidados paliativos nacionais. Mas serão estes suficientes para toda a população que deles necessita? Em comunicado, emitido em outubro, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) alertou para o escasso acesso a estes cuidados de saúde: num universo estimado em 70 mil adultos, apenas cerca de 20 mil foram acompanhados por uma equipa especializada, enquanto aproximadamente 800 crianças, num conjunto em torno das oito mil, beneficiaram desse acompanhamento.

Para já, é sabido que para as redes nacionais de cuidados continuados integrados e de cuidados paliativos, o PRR reserva 205 milhões de euros destinados a desenvolver uma nova geração de respostas de proteção social dos cidadãos.

Mas o que mais falta fazer para melhorar a vida dos doentes oncológicos e sobreviventes de cancro que precisam destes cuidados? Como é viver com cancro para o resto da vida? Como é viver depois dele? É possível voltar ao trabalho, por exemplo, e ter qualidade de vida? É isso que queremos saber no Vamos Falar? de hoje.

Quem são os oradores?

- Isabel Galriça Neto, diretora da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz

- Cláudia Fraga, presidente da associação MOG e sobrevivente de cancro do ovário

Quando, onde e a que horas?

Dia 24 de novembro, às 18h, no Facebook da Sic Notícias

Como posso assistir?

Simples, basta clicar AQUI

Notícias

Mais