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Se tem entre 45 e 74 anos lembre-se: deve realizar o rastreio contra o cancro da mama

O lembrete surge no Dia da Saúde da Mama, que se assinala hoje, 15 de outubro. Em Portugal, anualmente, são diagnosticados cerca de 9 mil novos casos de cancro da mama e o rastreio é - até ao momento - a melhor forma de prevenção

Se tem entre 45 e 74 anos lembre-se: deve realizar o rastreio contra o cancro da mama

Em Portugal, anualmente, são diagnosticados cerca de 9 mil novos casos de cancro da mama e mais de 2 mil mulheres morrem com esta doença. É, portanto, uma das doenças com maior impacto na nossa sociedade, não só por ser muito frequente, “mas também porque agride um órgão cheio de simbolismo, na maternidade e na feminilidade”, explica a LPCC através do seu site.

É também um dos tipos de cancro mais comuns entre as mulheres e corresponde à primeira causa de morte por cancro, na mulher.

Tal como acontece com outros cancros, o diagnóstico precoce do cancro da mama, antes de surgirem quaisquer sinais ou sintomas, é fundamental na medida em que o mesmo aumenta a probabilidade do tratamento ser mais eficaz e, em consequência, um melhor prognóstico da doença. Para além de diminuir a mortalidade, o diagnóstico precoce poderá - em alguns casos - evitar cirurgias ou até alguns tratamentos como a quimioterapia.

Saiba AQUI onde e quando decorrem os rastreios.


6,1 milhões

de mamografias foram realizadas entre 1990 e 2024 e cerca de 36 mil mulheres foram encaminhadas para diagnóstico e tratamento hospitalar. Em Portugal, o rastreio populacional começou em 1990, pelas mãos da Liga Portuguesa Contra o Cancro e é feito entre os vários concelhos do país, com recurso a Unidades Móveis de Mamografia equipadas com sistemas de mamografia digital de última geração, que se deslocam de forma itinerante.

Saber identificar os sintomas e conhecer os fatores de risco também é uma forma de prevenção.

Sintomas

O cancro da mama pode causar alterações físicas visíveis, que devem ser observadas com atenção. A Liga Portuguesa Contra o Cancro destaca os seguintes sinais:

  • Qualquer alteração na mama ou no mamilo, quer no aspecto quer na palpação;
  • Qualquer nódulo ou espessamento na mama, perto da mama ou na zona da axila;
  • Sensibilidade no mamilo;
  • Alteração do tamanho ou forma da mama;
  • Retracção do mamilo (mamilo virado para dentro da mama);
  • Pele da mama, aréola ou mamilo com aspecto escamoso, vermelho ou inchado; pode apresentar saliências ou reentrâncias, de modo a parecer "casca de laranja".
  • Secreção ou perda de líquido pelo mamilo.

Apesar dos estadios iniciais do cancro não causarem dor, se sentir dor na mama ou qualquer outro sintoma que não desapareça, deve consultar o médico. Na maioria das vezes, estes sintomas não estão associados a cancro, mas é importante ser vista pelo médico, para que qualquer problema possa ser diagnosticado e tratado atempadamente.

Fatores de risco

  • Sexo (este tipo de tumor afeta quase maioritariamente pessoas do sexo feminino);
  • Idade (à medida que os anos avançam, maior é o risco);
  • Hereditariedade (5 a 10% são de origem hereditária. A causa mais comum do cancro da mama hereditário é uma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2);
  • Fatores hormonais (mulheres que tiveram a primeira menstruação antes dos 12 anos ou menopausas mais tardias - após os 55 anos - também têm uma maior predisposição que resulta da exposição mais prolongada às hormonas femininas);
  • Maternidade (a medicina já provou que as mulheres que nunca tiveram filhos ou tiveram o primeiro depois dos 30 anos têm um risco acrescido de desenvolver cancro da mama);
  • Etnia (As mulheres caucasianas manifestam uma maior predisposição para este tipo de neoplasia);
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Excesso de peso;
  • Uso prolongado da pílula;
  • Tabagismo.

Cancro da mama em mulheres mais jovens - o caso de Patrícia Rodrigues

Patricia não é caso isolado e faz parte de um universo crescente, uma vez que os diagnósticos de cancro da mama antes dos 50 anos, que antes eram raros, aumentam agora em 3,5% de ano para ano. Portugal não foge a esta tendência, como explica Catarina Santos, Coordenadora da Unidade da Mama na CUF - "os nossos próprios números nacionais do Relatório Oncológico Nacional mostram este crescimento de diagnósticos em mulheres com menos de 50 anos e inclusive na faixa com menos de 40 anos".

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