A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, com o tamanho aproximado de uma noz, localizada abaixo da bexiga e à frente do reto.
De acordo com dados nacionais, em 2022 foram diagnosticados 7 mil 529 novos casos de cancro da próstata em Portugal, o que o torna o tumor maligno mais comum entre os homens e a terceira principal causa de morte oncológica no país.
Um cancro de evolução lenta, mas silenciosa
Apesar da sua elevada incidência, o cancro da próstata distingue-se pela evolução lenta e pelo aparecimento tardio de sintomas, o que o torna particularmente perigoso quando não é acompanhado de vigilância médica regular.
Entre os fatores de risco mais relevantes estão:
- A idade: mais de 70% dos casos ocorrem em homens com mais de 65 anos;
- A história familiar: ter familiares diretos com cancro da próstata aumenta o risco, sobretudo se o diagnóstico tiver ocorrido antes dos 60 anos;
- Alterações hormonais e exposição ambiental: alguns estudos indicam que fatores hormonais, a poluição, o contacto com certas substâncias químicas e uma dieta rica em gorduras animais podem contribuir para o desenvolvimento da doença;
- Estilo de vida: há evidências de que uma alimentação equilibrada, rica em frutas e vegetais, pode ter um efeito protetor, enquanto o défice de vitamina D e o consumo excessivo de álcool podem ser prejudiciais.
Sintomas a que os homens devem estar atentos
Na maioria dos casos, os sintomas surgem apenas em fases avançadas da doença, o que reforça a importância da prevenção e do rastreio. Quando presentes, podem incluir:
- Dificuldade em urinar ou diminuição do jato urinário;
- Necessidade de urinar com maior frequência, sobretudo à noite;
- Presença de sangue na urina ou no sémen;
- Dor pélvica, lombar ou nos quadris;
- Dor ao ejacular.
Diagnóstico precoce: a chave para o tratamento eficaz
O diagnóstico precoce continua a ser a melhor forma de garantir um tratamento eficaz e uma taxa de cura elevada. Os principais exames de rastreio são o toque retal, que permite ao médico avaliar o tamanho e a consistência da próstata, e a análise ao PSA (Antígeno Específico da Próstata), um marcador sanguíneo que ajuda a detetar alterações suspeitas.
Os especialistas sublinham que a ausência de sintomas não significa ausência de doença. Por isso, os homens, sobretudo a partir dos 50 anos, ou dos 45 se houver antecedentes familiares, devem consultar regularmente o seu médico para uma avaliação preventiva.
Mais saúde, menos tabus
A campanha Novembro Azul procura não só incentivar o rastreio, mas também quebrar o silêncio e o estigma em torno da saúde masculina. Falar sobre prevenção, cuidar do corpo e procurar apoio médico não deve ser visto como sinal de fraqueza, mas como um ato de responsabilidade e autocuidado.
Porque, tal como recordam os especialistas, detetar a tempo pode salvar vidas.

