A Fundação Champalimaud desenvolveu um teste não invasivo, que permite, através da respiração, detetar cancro. Para já, está em fase de testes aplicados ao cancro do pulmão, pâncreas e ovários.
Inspirar e expirar durante três minutos. É o suficiente para que o novo aparelho hospitalar recolha as partículas expelidas pela respiração, que, após análise, podem servir como método de deteção de cancro.
A análise dos resultados demora, para já, em fase de ensaio clínico cinco horas e meia, mas pode ser feita em meia hora.
A Inteligência Artificial é parte fundamental do processo. Classifica e agrega os dados de cada pessoa consoante a composição química do perfil respiratório de cada paciente.
O modelo está a ser estudado para a deteção do cancro do pulmão, ovário e pâncreas, tumores que preocupam os profissionais porque dão sinais de alerta, na maioria das vezes, em estado já avançado.
Além de pouco invasivo, este teste pode ter inúmeros benefícios para os doentes e, a longo prazo, traduzir-se em poupança no SNS.
O dispositivo está, para já, em fase de ensaios clínicos. A previsão é de que possa estar implementado em cinco anos e o futuro pode passar pela aplicação a outros tipos de cancro.
